segunda-feira, 14 de outubro de 2013

então

[adriano lobão aragão]


em perene forma permanece em idade e fortuna
tudo que no tempo não muda nem tempos nem vontades
nem mentira nem verdade penetra a forma profunda

somente em mim depositou-se irrelevante mudança
talvez desnecessária dança que o cair das folhas trouxe
talvez inseto da noite que de seu brilho descansa

quem sabe silêncio de outrora agora outra hora propaga
antes de ilusão inata à matéria apurar sua volta
em perene forma precisa mas dispersa inexata

somente em mim depositou-se irrelevante reverso
de não mais crer nos versos dessa inútil lira agridoce



[as cinzas as palavras]

3 comentários:

Anônimo disse...

Ainda não tem ouvido para poesia. Por isso, e por outras, não é poeta.

Anônimo disse...

Tem o ouvido duríssimo. Seus versos são somente versos e têm um quê de poesia, há neles elementos de poesia, assim como existem tiros de festim nas brincadeiras infantis. Mas não é poesia o que você faz. O curioso é que você já teria, em tese, idade para saber disso. Mas não sabe disso, nem sabem os que o leem. Sobre sua incursão pelo romance, prefiro nem comentar. Vá para casa, não publique mais. Você tem sorte de morar no Piauí no começo desse século. Fosse noutros tempos, não sairia ileso.

Adriano disse...

Realmente, noutros tempos não havia liberdade de expressão. Abraço, meu caro censor.