segunda-feira, 11 de julho de 2011

entre etéreos afazeres de fêmea





entre etéreos afazeres de fêmea
quando vestida de perfume apenas
tua pele esta mínima aparência
é tua a essência espalhada pelo ar

certo que perfume é tua saliva
que desliza de tua língua à minha
orvalho invadindo todos os lábios
ao menor contato de meu ardor

ou lágrima escorrendo levemente
de teu rosto por todo o corpo nu
mesmo instante em que deliras de gozo

teu perfume é teu corpo despido
plenamente ofertado aos meus sentidos
eternizada em todo ar que respiro




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