quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

12ª Poesia Tarja Preta

Um comentário:

fer@ disse...

SAUDADE DE BARRAS

Á terra natal.

Saudade que vagueia
na obsessão das sombras urbanas.
Do inocente sonho de poeta,
o vazio que despe as agonias.

De um fio condutor enfermo
e lucrativo das tímidas fantasias.
De um usurpador
que erra o riso covarde e que profana.

As belezas pervertidas de criança
nas doces intersecções,
Que enlouquece devorando
o peito do poeta adormecido.

De um jovem de sonhos
no sono detido e esquecido.
Das alvoradas sêmens
de pranto e das conotações,

Barras, silêncio que silencia
a dor do alquimista.

E que grita rebelde
as cóleras febris dos amantes,
Nas lágrimas difusas
das vias de loucos intimistas.

Tragando a substância do amor
na tristeza da distância.

Famigerado de vontade
na volta do longo regresso.
De um coração que te peço
no anticorpo da esperança.


MARATAOAN*, PALCO DE ILUSÕES.

Marataoan. rio íntimo
das sublimes transgressões.
Difamado e enfadado
no erotismo das águas.

Das faíscas prateadas
lançadas na magia que deságua.
No paladar da estrada
da alma das fiéis recordações.

Rio de pálpebras dormentes
e ondas tortuosas,
Lisonjeando absoluto
com egoísmo indecente.

A linda “Barras” de encantos poéticos
que te sente.
O beijo malicioso da terra
que de ti é orgulhosa,

Na metamorfose das águas
dos sonhos dilacerados.

Dos sabores suicidas
de brilhos fulgurantes.
Das correntezas ingênuas
de suspiros anelantes.

De ondas caudalosas
que inspira poetas alucinado.

No reflexo de volúpias
da imagem segue arrogante,
Do palco das ilusões vãs
de amantes apaixonados.

* Rio que corta o município de Barras - Piauí.
( livro Na Essência da Alma Poética - 2009 - Joaquim Neto Ferreira)