terça-feira, 28 de dezembro de 2010

entre folhas a parreira

[adriano lobão aragão]


mas de tua tez aflora
mais que evidente elegia
de fruta e aurora

e uva talvez teus seios
ou tua vulva
que entre folhas a parreira
espalha sementes

e de tuas mãos sobrepostas
como se a si segurasse
suavemente em essência

sendo o próprio pomo
o que emana teu âmago
em colheita inteira

somente em si

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