domingo, 17 de agosto de 2008

amálgama #2 - correspondência

- Publicado originalmente em amálgama #2, fevereiro 2002.

A MÁQUINA DO MOVIMENTO PERPÉTUO

Muito me agradou ter em mãos o primeiro número de amálgama. Gostaria de ressaltar algumas questões relativas ao meu livro Marco Lubel desce ao Inferno, comentado no artigo A Máquina do Movimento Perpétuo, publicado nesta revista. O livro é um exercício de ressuscitação poética, tem a ver com a nossa origem perdida. Passei um tempão com idéia de trabalhar apenas uma obra, revisando-a e diminuindo-a em novas edições a cada cinco anos. Aí apareceram os toques de dois personagens instigantes, o poeta piauiense Leonardo da Senhora das Dores Castello Branco e a sua Criação Universal, e o poeta subcomandante Marcos, zapatista mexicano, que resolveu assustar, com manifestos poéticos extremamente bem realizados, os poderosos de plantão, e preparei o eixo orgânico do livro, buscando criar uma memória textual e existencial do mundo latino-americano, utilizando a metalinguagem com esses e outros poetas contemporâneos. O que não é novidade. A poesia de um nasce da poesia de outro, como deixou escrito, desde o século VIII a.C. o poeta Baquilides.

Rubervam Du Nascimento
Teresina-PI

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