terça-feira, 5 de agosto de 2008

amálgama #1 - palaversoesia


Publicado originalmente em amálgama #1, janeiro de 2002.


Seminal
Jeferson Probo

bruta palavra feito pedra
metáfora em estado mineral
lápide de silêncio para extrair
das distâncias palavras
pedra de toque em seminal poesia

bruta palavra feito pedra
metáfora em estado de lição
empilhar palavras em concreto construir
toque de pedra em seminal poesia

bruta palavra feito barro
metáfora em estado de carne
lápide de vértebras para distrair
serpentes e o cosmo
verbo em seminal poesia

bruta palavra feito depois
metáforas em estado de antes
lápide de tempo para
a seminal poesia do agora
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Colibri
Aldo José Vaz de Sousa

Ah! Doce linda beija-flor
Beije-me
Mas não me beije
Com um beijo de dor.

Beije-me
Com um beijo de amor.

Beije-me linda flor.
Beije-me minha musa
Beije-me minha lusa
Beije-me Cazuza
Beije-me como Cazuza
Me Beijou.

Beije-me linda flor.
Beije-me no silêncio do escuro
Beije-me no mais alto dos muros
Beije-me Russo
Beije-me como Russo
Me beijou.

Beije-me linda flor.
Beije-me entre quartos
Beije-me no mato
Beije-me Renato
Beije-me como Renato
Me beijou.

Beije-me linda flor
Beije-me linda bela flor
Beije-me mais bela das belas
Beije-me até mesmo na sentinela.

Doce linda flor
Beije-me com amor
Beije-me com o beijo mais
Suave de uma beija-flor.

Linda bela flor
A mais bela das belas

Beije-me linda flor
Beije-me com todo amor
Beije-me beija-flor.
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